quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

RELATOR NO SUPREMO VALIDA LEI MARIA DA PENHA MESMO SEM DENÚNCIA DA VÍTIMA

Maria da Penha Maia Fernandes
A mulher que inspirou a lei que leva seu nome. 

Quase por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (9) pela validade da Lei Maria da Penha –que pune violência doméstica contra mulheres– mesmo sem manutenção da denúncia pela vítima. O relatório do ministro Marco Aurélio de Mello tratou de uma iniciativa da Procuradoria-Geral da República, alegando que agressões contra mulheres não são questão privada, mas sim merecedoras de uma ação penal pública.

A partir de agora, Ministério Público passará a ter a prerrogativa de denunciar agressores e as vítimas não poderão impedir que isso aconteça. A lei não será aplicada apenas em casos de lesões leves ou culposas (acidentais). Hoje, para ter validade, é necessária uma representação da agredida e a manutenção da denúncia contra o agressor. Estatísticas indicam que até 90% das mulheres desistem no meio do caminho.


Os críticos da Maria da Penha alegam exatamente que ela fere o princípio da isonomia ao tratar a mulher de forma diferenciada. A única divergência no julgamento foi do presidente da corte, Cézar Peluso. Ele discordou da falta de exigência de denúncia da vítima porque “o ser humano se caracteriza por ser sujeito da sua história”. O ministro disse ainda que tem “esperança de que a maioria esteja certa”.


Já para o ministro-relator, deixar a denúncia a cargo da vítima “significa desconsiderar o temor, a pressão psicológica e econômica, as ameaças sofridas, bem como a assimetria de poder decorrente de relações histórico-culturais, tudo a contribuir para a diminuição de sua proteção e a prorrogação da violência”. Gilmar Mendes chegou a cogitar um pedido de vistas que adiaria a decisão, mas acabou desistindo da ideia.


O vice-presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, afirmou que uma lei clara com eficácia independente da vítima funcionará melhor para defender as agredidas do que repassar a elas a decisão de processar os agressores. “A mesma liberdade para lobos e cordeiros é excelente para os lobos”, disse.

Lei válida

Mais cedo, o Supremo referendou por unanimidade a validade da lei, provocado por uma ação declaratória de constitucionalidade enviada pela Presidência da República em 2007. Na ocasião, estimulado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele afirmou que o mecanismo é uma necessidade para atenuar distorções sociais que separam homens de mulheres.

De acordo com Marco Aurélio, “a mulher é eminentemente vulnerável quando se trata de constrangimentos físicos, morais e psicológicos em âmbito privado” e a Justiça deve tratar os desiguais de forma desigual para que haja igualdade real. “A abstenção do estado na promoção da igualdade de gêneros implica situação da maior gravidade político-jurídica”, disse.


A mais eloquente durante o primeiro dos dois julgamentos foi a ministra Cármen Lúcia. Ela afirmou que até ministras do Supremo sofrem preconceito de gênero. “Há os que acham que não é lugar de mulher, como já me disse uma determinada pessoa sem saber que eu era uma dessas”, disse. “Gostamos dos homens. Queremos ter companheiros. Mas não queremos carrascos.”


Ganhou a solidariedade do colega Luiz Fux. “Quando uma mulher é atingida, todas são atingidas. Me solidarizo e digo que nós, homens de bem, também nos sentimos atingidos quando uma mulher sofre violência doméstica.”
(Fonte e foto Portal UOL) 

CARNAVAL 2012 EM GRAJAÚ


SEGURANÇA É TEMA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NO POVOADO REMANSO


Nos últimos anos o povoado Remanso, localizado a cerca de 18 km da cidade de Grajaú, tem sido alvo de crimes com características de pistolagem que ceifou a vida de pelo menos 05  moradores daquela região, os mais recentes foram o do radialista Sales Diniz, assassinado em praça pública em agosto de 2010,   e  o do comerciante conhecido como “Nêgo” o senhor Cícero também assassinado em frente a sua residência no ano passado. No intuito de acabar definitivamente com esta onda de crimes sem solução, o Ministério Público, a Polícia Militar, a Prefeitura de Grajaú, a Câmara de Vereadores e as Igrejas locais,  realizaram uma importante Audiência Pública, na noite desta quarta-feira, dia 08 de fevereiro,  para tratar deste assunto que tem aterrorizado a comunidade  do povoado. Durante as discussões a população participou ativamente, fazendo perguntas, opinando e tirando suas dúvidas. Por fim, ficou decidido que brevemente será reativado o posto policial do Remanso, o prefeito Mercial Arruda autorizou o aluguel de um prédio e colocou a Guarda Municipal a disposição  da comunidade. O Capitão de Policia Militar Jean Levi garantiu a patrulha  policial nos finais  de semana.
Com estas medidas as autoridades esperam ajudar a solucionar o problema de insegurança que aflinge milhares de remansenses.
ASCOM/Prefeitura Municipal de Grajaú

MPMA garante tratamento fora do município para crianças e idoso de Barra do Corda

Uma Ação Civil Pública proposta pela 2ª Promotoria de Justiça de Barra do Corda levou a Justiça a condenar o Estado do Maranhão e o Município de Barra do Corda a garantirem o deslocamento e pagamento de auxílio aos familiares de duas crianças e um idoso que necessitam de tratamentos de saúde não oferecidos no município. Foi dado prazo de 48 horas para que o Município e o Estado tomassem todas as medidas necessárias, sob pena de multa diária de R$ 1 mil por paciente.

As crianças deverão ser encaminhadas uma para São Luís e outra para Teresina-PI, onde receberão os tratamentos necessários. Já o idoso beneficiado pela decisão deverá receber tratamento de hemodiálise em Caxias.

Na ação, o promotor de Justiça Jorge Luís Ribeiro de Araújo afirma que são recorrentes as reclamações levadas ao Ministério Público sobre questões relativas a Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Dessas reclamações resultaram diversas tentativas administrativas de resolver a questão, mas que não obtiveram sucesso.

O promotor explica que o município de Barra do Corda foi habilitado pelo Ministério da Saúde em Gestão Plena do Sistema Municipal de Saúde em 1998. Com isso, passou a receber, regularmente, recursos federais ao mesmo tempo em que assumiu o compromisso de garantir assistência integral à saúde da população. Em 2011, foram repassados ao Município R$ 7.328.611,63, dos quais mais de R$ 3,5 milhões são destinados à Atenção à Saúde da População para Procedimentos em Média e Alta Complexidade (MAC). Nesses recursos estão incluídos os voltados para o TFD.

As argumentações de falta de recursos, de acordo com Jorge Araújo, são inválidas pois os repasses são automáticos e os valores calculados com base na necessidade de atendimentos do município. “A permanecer as omissões do Estado e do Município, há de se reconhecer a necessidade de auditoria no Sistema Único de Saúde no Município, com intervenção da Controladoria-Geral da União e dos órgãos de auditoria do Ministério da Saúde”, observa, na ação, o promotor de Justiça.

Redação: Rodrigo Freitas (CCOM-MPMA)

Arnaldo recebe projeto do Judiciário que cria nova Câmara Cível

 
 O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), recebeu na tarde desta quarta-feira (8), das mãos do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Antonio Guerreiro Júnior, o projeto de lei, de iniciativa do Poder Judiciário, que dispõe sobre a criação da 5ª Câmara Cívil do TJ-MA, onde serão instaladas as três vagas de desembargador criadas pela Casa em 2009.
 
“Estamos apenas cumprindo uma determinação da Assembleia Legislativa. Hoje o Poder Judiciário toma a iniciativa de apresentar o projeto que pede a criação da 5ª Câmara Cívil para a instalação das três vagas de desembargador” explicou Guerreiro Júnior.
 
O presidente do TJ-MA disse que a criação de mais três vagas de desembargador vai garantir maior celeridade e maior fluidez à atuação do Judiciário. “É claro que precisaria de mais, mas as três vagas já criadas devem melhorar bastante o nosso trabalho”.
 
O presidente Arnaldo Melo prometeu celeridade na aprovação da matéria e também destacou a importância da criação da 5ª Câmara Cívil, bem como da chegada de mais três desembargadores para reforçar o Judiciário. Na sua avaliação, este Poder está sobrecarregado por conta da grande demanda de processos e o número insuficiente de magistrados é fato que torna inevitável a morosidade.
 
 Melo explicou, de acordo com o projeto aprovado em 2009, que as três vagas serão preenchidas por dois juízes e um representante da seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Marcelo Vieira / Agência Assembleia